A primeira revolução industrial foi o período histórico que ocorreu entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX, principalmente na Grã-Bretanha, em que houve uma série de inovações tecnológicas, econômicas e sociais que transformaram radicalmente o modo de produção, alterando as relações entre as forças produtivas e as relações de produção.
Nesse período, observou-se um incremento significativo na tecnologia e no uso de energia, que permitiram aumentar a produtividade industrial e comercial. Por exemplo, a importação inglesa de algodão, matéria-prima para a indústria têxtil, subiu dez vezes de 1750 a 1779, enquanto a exportação inglesa de tecidos, produto industrializado, subiu vinte vezes de 1750 a 1800. Esses números são resultado da introdução de novas máquinas, como a Spinning Jenny (1764), que aumentou em 25 vezes a produção de fios; a máquina a vapor de Watt (1769), que introduziu o vapor como força motriz; e a Spinning Mule (1779), que aumentou em 300 vezes a produção de fios.
Os elementos simbólicos da primeira revolução industrial são o carvão, o vapor, o ferro e a máquina. O carvão é a fonte de energia que alimenta as máquinas a vapor, que por sua vez movimentam as máquinas industriais e os transportes, como as locomotivas e os navios. O ferro é o metal que compõe as máquinas, as ferramentas, as armas e as estruturas, como as pontes e as ferrovias. A máquina é o instrumento que realiza o trabalho produtivo, substituindo ou complementando a mão de obra humana ou animal.
A introdução das máquinas provocou uma profunda transformação no trabalho, que passou de artesanal para industrial. No artesanato, a qualidade e o volume da produção dependiam da habilidade, da força e do empenho do trabalhador, que controlava todo o processo produtivo, desde a escolha da matéria-prima até a venda do produto final. Na indústria, a qualidade e o volume da produção dependem da máquina, que padroniza e acelera o processo produtivo, enquanto o trabalhador se limita a acionar a máquina e a alimentá-la de matéria-prima. Assim, o trabalhador perde a autonomia e a criatividade do seu trabalho, tornando-se subordinado ao capital, que é o proprietário dos meios de produção.
Impactos
Os impactos da revolução industrial foram sentidos em diversos setores da sociedade:- Agricultura
- Urbanização
- Estrada de ferro