
Autocracia – significado
23/03/2025A expressão “Cidade Inteligente“, ou “Smart City“, é um termo amplamente utilizado para descrever ambientes urbanos que aproveitam tecnologias avançadas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e aprimorar os serviços públicos. O conceito emergiu durante a década de 1990 e se consolidou globalmente, especialmente após o Fórum Mundial de Cidades Inteligentes em 1997, que estabeleceu um marco para iniciativas urbanas baseadas em tecnologias da informação e comunicação (TIC) (Lazzaretti et al., 2019; Manzolillo, 2020). Embora o termo seja popular, não existe um consenso absoluto sobre sua definição. No entanto, é amplamente aceito que Cidades Inteligentes utilizam tecnologias emergentes para abordar desafios urbanos, como mobilidade, segurança e gestão de recursos (Brito et al., 2023; (Ribeiro et al., 2019; (Silva & Álvaro, 2012; .
Uma Cidade Inteligente é caracterizada por sua infraestrutura física e digital, que visa a eficiência na gestão de serviços e recursos. Essa eficiência depende da integração de tecnologias que facilitam a coleta e análise de dados, permitindo uma resposta mais rápida e informada às demandas dos cidadãos (Silva & Álvaro, 2012; (Oliveira & Pires, 2022; Müller & Silva, 2024). A implementação de redes de sensores, Internet das Coisas (IoT) e sistemas de monitoramento são exemplos de como a tecnologia pode ser utilizada para melhorar a experiência urbana e a sustentabilidade (Oliveira & Pires, 2022; Siqueira & Viana, 2022; Abreu & Marchiori, 2020). Assim, as Cidades Inteligentes são muitas vezes associadas à sustentabilidade ambiental, já que buscam não apenas eficiência econômica, mas também social e ecológica (Andrade et al., 2023; Abreu & Marchiori, 2020).
Além disso, a inclusão social e a promoção da cidadania são aspectos cruciais nas discussões sobre Cidades Inteligentes. É imperativo que o acesso às tecnologias e aos serviços digitais seja igualitário, evitando a ampliação de desigualdades sociais. Isso é especialmente importante em um contexto de crescimento populacional e urbanização acelerada (Cruz & Silva, 2021; (Oliveira & Grin, 2023). A ideia de que as Cidades Inteligentes devem ser acessíveis a todos os cidadãos reflete uma visão mais ampla, na qual a tecnologia se torna um meio para promover o bem-estar e a justiça social (Oliveira & Grin, 2023).
Portanto, as Cidades Inteligentes não são apenas um conjunto de tecnologias implementadas em áreas urbanas, mas um novo paradigma que transforma a maneira como as cidades são geridas e como seus residentes interagem com o ambiente urbano. A busca por cidades que não apenas funcionam de forma mais inteligente, mas que também são inclusivas e sustentáveis, é um objetivo crescente mundialmente (Ribeiro et al., 2019; Reis et al., 2021).
Referências:
- Abreu, J. and Marchiori, F. (2020). Aprimoramentos sugeridos à iso 37120 “cidades e comunidades sustentáveis” advindos do conceito de cidades inteligentes. Ambiente Construído, 20(3), 527-539. https://doi.org/10.1590/s1678-86212020000300443
- Andrade, M., Coutinho, M., & Mendonça, J. (2023). Cidades inteligentes sob a ótica da motivação humana: um constructo baseado nas necessidades de maslow.. Amazônia Organizações E Sustentabilidade, 12(2), 125. https://doi.org/10.17648/aos.v12i2.2958
- Brito, B., Freitas, S., Senhorini, K., & Silva, J. (2023). Cidades inteligentes energia e sustentabilidade. Academic Journal on Computing Engineering and Applied Mathematics, 4(2), 21-24. https://doi.org/10.20873/uft.2675-3588.2023.v4n2.p21-24
- Cruz, C. and Silva, C. (2021). Empreendedorismo e inovação nas cidades inteligentes: uma revisão sistemática da literatura. Cadernos Unifoa, 16(47). https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v16.n47.3683
- Lazzaretti, K., Sehnem, S., Bencke, F., & Machado, H. (2019). Cidades inteligentes: insights e contribuições das pesquisas brasileiras. Urbe Revista Brasileira De Gestão Urbana, 11. https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.001.e20190118
- Manzolillo, B. (2020). A experiência com cidades inteligentes no brasil e no mundo: visões de um futuro para políticas públicas em planejamento urbano. Revista De Direito Urbanístico Cidade E Alteridade, 6(1), 44. https://doi.org/10.26668/indexlawjournals/2525-989x/2020.v6i1.6447
- Müller, L. and Silva, T. (2024). Cidades inteligentes e os indicadores urbanos de meio ambiente: uma análise de passo fundo-rs. Revista De Gestão E Secretariado, 15(2), e3526. https://doi.org/10.7769/gesec.v15i2.3526
- Oliveira, J. and Pires, M. (2022). Construção automática de sistemas fuzzy para o gerenciamento de energia de redes de sensores sem fio. Anais Dos Seminários De Iniciação Científica, (25). https://doi.org/10.13102/semic.vi25.8955
- Oliveira, Â. and Grin, E. (2023). As cidades inteligentes e o desafio da inclusão digital. Rua, 29(2), 433-458. https://doi.org/10.20396/rua.v29i2.8675152
- Reis, L., Bernardini, F., Cappelli, C., & Ferreira, S. (2021). A transformação inteligente das cidades brasileiras na perspectiva da governança de tic.. https://doi.org/10.5753/wcge.2021.15991
- Ribeiro, M., Carvalho, R., Oliveira, A., Botelho, G., & Pessoa, W. (2019). Desafios gerados pelo crescimento populacional urbano no contexto das cidades inteligentes. Revista Observatório, 5(5), 667-696. https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2019v5n5p667
- Silva, V. and Álvaro, A. (2012). Uma plataforma para cidades inteligentes baseada na internet das coisas.. https://doi.org/10.5753/sbsi.2012.14457
- Siqueira, R. and Viana, D. (2022). Syscityml: uma técnica para modelagem de aplicações no contexto de cidades inteligentes.. https://doi.org/10.5753/sbqs_estendido.2022.227515